quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Desembargadores, Juízes e Políticos - como funciona a troca de favores




A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"
A corte dos padrinhos
A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama.
Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.
Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?
Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.
A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.
Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?
Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.
A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.
É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.
Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?
Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.
Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.
No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?
Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.
Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?
Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.
E como resolver esse problema?
Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.
Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?
Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O vendedor




Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado ali.

O gerente perguntou ao rapaz:

- Você já trabalhou alguma vez?

- Sim, eu fazia negócios na roça.

O gerente gostou do jeitão simples do moço e disse:

- Pode começar amanhã. No fim da tarde venho ver como se saiu.

O dia foi longo e árduo para o rapaz.

Às 17:30h o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:

- Quantas vendas você fez hoje?

- Uma!

- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia. De quanto foi a sua venda ?

- Dois milhões e meio de reais.

- COMO CONSEGUIU ISSO???

- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa. Para pescaria pesada. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhoneta com tração nas quatro rodas.

Perplexo, o gerente perguntou:

- Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?

- Não senhor, ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse: "Já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar?"

O galo




Um velho estancieiro de Bagé - RS  vai ao cinema e o porteiro pergunta:

                      - O que é isso no seu ombro?

- É meu galo de estimação, raça legorn, comprei na exposição de Esteio,
                                  tchê.

        - Lamento, senhor, mas não permitimos animais no cinema.

O índio velho aparentemente concorda. Vai ao toalete e enfia o bicho na
  bombacha. Volta, compra o ingresso, entra e senta-se ao lado de duas
                                idosas.

Quando o filme começa, o gaudério abre o Ziper para o galo véio respirar,
              e o bicho bota o pescoço pra fora, todo feliz.

                  Uma das idosas cochicha para a outra:

            - Acho que o velho ao meu lado é um, um tarado.

                      - Por quê? - indagou a outra.

                - É que o cara botou o negócio pra fora!

      - Ah, não te preocupa, na nossa idade nós já vimos de tudo.

- Eu também pensava a mesma coisa, mas o negócio dele tá comendo a minha
                                pipoca!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Conheça o Google +


Google+ equipe(Google+)
Vídeo de apresentação do Google+
  • O que são os círculos?
  • Como posso ver o que as pessoas estão compartilhando?
  • O que mais posso fazer com o Google+?

Primeiros passos no Google+
Encontre pessoas que você conhece
Encontre pessoas que você conhece
Os círculos são a base do Google+Eles controlam com quem você compartilha e quais postagens você vê. Encontre pessoas que você conhece, depois arraste e solte elas nos círculos que correspondem às suas relações no mundo real.
Veja o que as pessoas estão compartilhando
Veja o que as pessoas estão compartilhando
Agora que você adicionou pessoas a seus círculos, visite seu stream para ver o que elas estão falando. Quando gostar de algo, adicione um comentário ou marque com +1 para dizer que gostou do conteúdo.
Compartilhe conteúdo
Compartilhe conteúdo
Para postar pela primeira vez, clique em "Compartilhe novidades". Você pode incluir fotos, vídeos e links. Selecione os círculos ou as pessoas com quem você deseja compartilhar ou selecione "Público" para que todos possam ver o que você tem a dizer.

Voltando para o Google+
Adicione plus.google.com aos favoritos
Clique em seu nome para retornar a Google+
Um ícone vermelho significa que você tem conteúdos novos para visualizar no Google+

Convites para o google +

Para todos que desejam ingressar na nova rede social do Google, o link abaixo é capaz de adicionar até 150 pessoas.

Para acessar o convite basta clicar neste link.

Baiano sabe usar celular



Fazia muito tempo que o baiano não dava uma ... Chegou no brega e disse para a quenga :
- Quanto é? Misera!
- 100 real.
- Ôxe!! Lá ele... muito caro, tá doida ... Que porra é essa!!!??? Tá metendo a faca !!!
- Então tá, 50 real.
- Aí Não!... eu só tenho 12 conto.
- É mixaria... Por essa merreca eu não dou, vá quebrar umazinha kkk
- Ô minha linda, então eu te dou 12 conto e o meu celular.
Ela pensou, pensou (avaliou o momento econômico) e disse :
- Tá bem, Galego, aí eu topo e ainda dou uma mamadinha...
Foram para o quarto e deram uma bem arrochada e caprichada ... (rolou espia quem vem, caco de telha, apaga velinha, reboco de barro, enfim várias posições)
O baiano levantou, botou as calças, deu os 12 conto para a moça e se preparou pra sair ...
- E o celular? bradou a quenga...
- Anote aí minha linda... 8121-1230 !!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Jogando golf

No Brasil, lei esconde dados sobre aposentadorias vitalícias de ex-governadores




Por ANTONIO CARLOS LACERDA
BELO HORIZONTE/BRASIL - PRAVDA.RU

Em um cínico e atrevido desafio a dispositivo da Constituição Federal e a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Governo de Minas Gerais providenciou a aprovação, rápida e rasteira, de uma lei que proíbe a divulgação dos nomes de ex-governadores e viúvas deles que recebem as chamadas milionárias aposentadorias/pensões vitalícias dos cofres públicos do Estado.

Logo que surgiram denúncias na imprensa nacional sobre as aposentadorias/pensões vitalícias pagas a ex-governadores de Estados Brasileiros, o Governo do Estado de Minas Gerais - para esconder da opinião pública nomes e valores de quem recebe aposentadorias - rapidamente providenciou a aprovação, na surdina e a toque de caixa, de uma lei proibindo a divulgação dos nomes de ex-governadores e viúvas deles que recebem aposentadorias do governo, pagas, é claro, com o dinheiro do povo. 

A Lei de Minas Gerais, destinada a esconder da opinião pública o que é pago a ex-governadores do Estado e suas viúvas, foi criada para proibir que sejam divulgados os nomes de aposentados/pensionistas.

Para livrar a cara dos ex-governadores Aécio Neves e Itamar Franco, eleitos senadores, o governo de Minas Gerais disse que eles não recebem aposentadoria vitalícia. Os próprios senadores Aécio Neves e Itamar Franco confirmaram, por meio da assessoria, que não recebem o dinheiro. Entretanto, ninguém acredita nessa informação, a não ser quem acredita em Papai Noel. 

Embora não tenham se negado a dar informações, a exemplo de Minas Gerais, os governos dos estados do Acre, Alagoas, Maranhão, Pará e Piauí também não disseram valores nem quais os ex-governadores e viúvas que recebem aposentadorias ou pensões vitalícias do Estado. 

O governo mineiro argumenta que leis de 2004 e deste ano impedem que sejam divulgados os salários de pensionistas sem a autorização expressa deles. 

A lei deste ano, usada como justificativa, foi assinada pelo governador Antonio Anastasia no último dia 13 e trata de consignação em folha em pagamento de servidores inativos ou na ativa. 

O governo mineiro afirma que, apesar de serem agentes políticos, ex-governadores se transformam em "servidores públicos inativos" quando passam a ser beneficiários da pensão. Portanto, disse, se enquadram na legislação. "Nós cumprimos a norma", disse o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. 

Os Estados brasileiros gastam ao menos R$ 30 milhões por ano com aposentadorias e pensões para ex-governadores ou suas viúvas. Com esse valor seria possível erguer 800 casas populares. 

Apesar de a Constituição Federal de 1988 ter eliminado as pensões para ex-presidentes, os benefícios continuam sendo pagos a ex-governadores de ao menos dez Estados: Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rondonia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Santa Catarina. 

Em outros oito, apesar de a aposentadoria ter sido extinta, quem obteve o benefício anteriormente segue recebendo. Ao todo, o pagamento beneficia 127 pessoas, entre ex-mandatários e viúvas. 

No Paraná, nove ex-governadores recebem R$ 24,8 mil, o que é previsto na Constituição do Estado. O pagamento inclui até o 13º salário. 

A viúva de Leonel Brizola - ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, morto em 2004 -, Marília Guilhermina Martins Pinheiro acumula pensão dos dois Estados, recebendo um montante de R$ 41 mil por mês, para o resto de sua vida. 

A concessão de aposentadorias vitalícias a ex-governadores já foi alvo de cinco ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que extinguiu a pensão do ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, em 2007. O tema deve voltar ao plenário. 

A aposentadoria para os ex-governadores do Mato Grosso do Sul foi promulgada pela Assembléia Legislativa no apagar das luzes da administração Zeca do PT. 

Além de vitalícia, a pensão era extensiva aos herdeiros em caso de morte, uma afronta à ética e à moral, além de robustecer a falta de caráter de muitos homens públicos. 

Os ministros entenderam que a aposentadoria vitalícia era inconstitucional e que atentava contra o princípio moral por criar regalias a ex-governadores. 

Ministros do STF esperavam que, com o julgamento do petista, as Assembléias Legislativas Estaduais fossem rever os pagamentos, o que não ocorreu e não foi nenhuma surpresa. 

No STF devem ser necessárias análises de mais ações para que seja editada súmula vinculante, estendendo a derrubada das aposentadorias de ex-governadores para todos os Estados. 

No gabinete do ministro Dias Toffoli está uma ação da Procuradoria-Geral da República que questiona a aposentadoria de ex-governadores do Maranhão. 

A OAB diz que a maioria dos trabalhadores comuns deve recolher contribuições por longos 35 anos e cumprir outros requisitos rigorosos. Isso, segundo a entidade, demonstra o tratamento desproporcional que esse tipo de benefício ocasiona, ferindo inclusive o princípio da igualdade. Então, não é razoável que um governador de Estado, por mais legitimado que tenha sido pelo voto popular, receba um tratamento desmedido e que agride preceitos da Constituição federal.

Sobre a questão de Mato Grosso do Sul, a ministra Cármen Lúcia, relatora da matéria, afirmou que o termo "subsídio" foi usado de forma errada pela Assembléia Legislativa. E ressaltou que a Constituição Federal estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. 

"A benesse instituída pela assembléia sul-mato-grossense em favor de ex-governador daquele estado e como pensão devida ao seu cônjuge supersite, desiguala não apenas os cidadãos que se submetem ao regime geral da previdência como também os que provêm cargos públicos de provimento transitório por eleição ou comissionamento", disse a ministra. 

Quanto à destinação dos recursos públicos, a ministra Cármen Lúcia destacou que o constituinte estadual, ao fazer as normas, violou os princípios da impessoalidade e da moralidade e que, no caso, não houve alegação de interesse público. 

O então presidente nacional da OAB, Cezar Britto, comemorou a decisão do STF de acabar com o que chama da bolsa-pijama. "O Estado não pode ser visto como a casa da mãe Joana, que serve para financiar todas as pessoas que pensam que ali é uma atividade privada." 

Único a declarar a constitucionalidade da lei, o ex-ministro Eros Grau defendeu que a pensão especial criada pela lei não configura benefício previdenciário. Eros Grau citou Aristóteles ao afirmar que o Direito prevê que os "desiguais devem ser tratados desigualmente". 

O ministro Cezar Peluso, atual presidente do STF, considerou a lei um "abuso legislativo", e o ministro Ricardo Lewandowski disse que acompanhou integralmente o voto de Cármen Lúcia porque havia um vicio formal, de iniciativa na emenda, e que também "foi ferido o principio da isonomia, da igualdade e da moralidade administrativa".



ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU no Brasil. E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com


Jeb Corliss: Um Grande Vôo

Incrível!!!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
d3d3LnRvcnJlZGViYWJlbDEwLmJsb2dzcG90LmNvbSQkJDQ0NTAjIyMzMzY=