quarta-feira, 8 de junho de 2011

Linguagem jurídica


Um professor perguntou a um dos seus alunos do curso de Direito:
- Se você quiser dar a Tércio uma laranja, o que deverá dizer?

O estudante respondeu:

O estudante respondeu:

- Aqui está Tércio, uma laranja para você.

O professor gritou furioso:

- Não! Não! Pense como um Profissional do Direito!

O estudante respondeu:

- Ok, então eu diria: Eu, por meio desta, dou e concedo a você, Tércio de tal, CPF e RG, e somente a você, a propriedade plena e exclusiva, inclusive benefícios futuros, direitos, reivindicações e outras indicações, títulos, obrigações e vantagens no que concerne agrave; fruta denominada laranja em questão, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes, transferindo-lhe todos os direitos e vantagens necessários para espremer, morder, cortar, congelar, triturar, descascar com a utilização de quaisquer objetos e, de outra forma, comer, tomar, ou de qualquer forma, ingerir a referida laranja, ou comê-la com ou sem casca, sumo, polpa ou sementes, e qualquer decisão contrária, passada ou futura, em qualquer petição, ou petições, ou em instrumentos de qualquer natureza ou tipo, fica assim sem nenhum efeito  no mundo  cítrico e/ou jurídico,  valendo este  ato entre as partes, seus herdeiros e sucessores,  em caráter  irrevogável e  irretratável,  declarando  Paulo que  o aceita  em  todos  os  seus  termos e conhece perfeitamente o sabor da laranja, não se aplicando ao caso o disposto no Código do Consumidor.

E o professor então comenta:

- Melhorou bastante, mas não seja tão sucinto, tão resumido, procure fundamentar mais...

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